Todo devem conhecer a guerra entre Israel e Hezbollah (quem falar que é contra o Líbano, já está mal informado). Quando digo 'devem' estou falando no sentido de que é obrigatório que você saiba o que ocorre lá. Por quê? Bem, primeiro que se a guerra se ampliar, talvez seu filho ou conhecido possa ser convocado para ir até lá. Outra razão é que você deve conhecer o mundo em que vive, se quiser melhorá-lo ou lutar por ele. Se você não quiser melhorar o mundo ou não se importa com ele, pode parar de ler: este blog não é feito para você. Tentarei ser o mais breve possível e, ao final, terei uma opinião sobre qual lado 'apoiar' neste conflito todo.
O povo judeu sempre foi um povo sofrido, perseguido. Isso remonta à época em que fugiram do Egito, época em que Israel se separou em Israel e Judá, época em que Nabucodonossor destruiu Jerusalém e escravizou milhares de judeus, enfim. O povo judeu nasceu e viveu no sofrimento. Isso é um fato: não uma opinião. Na época de Davi e Salomão, se estabeleceram na região da Palestina na forma de um reino (como já se organizavam os povos vizinhos) devido os constantes ataques dos filisteus (de onde vêm a palavra 'Filistina' e finalmente 'Palestina'). Portanto, temos aqui outro fato: um dos primeiros (senão o primeiro) reino verdadeiramente estabelecido na Palestina, foi o de Israel. De lá eles foram expulsos por sucessivas guerras com os impérios nascentes, como o assírio e romano e se espalharam pelo mundo (diáspora).
Desde a dispersão dos judeus pelo mundo, quando tiveram seu reino dominado por Roma, os judeus e simpatizantes aspiravam ao retorno à 'terra prometida', ou seja, aquela onde um dia tiveram seu auge com os reis Davi e Salomão. Essa aspiração é chamada de 'sionismo'. Durante a Primeira Guerra Mundial, o chanceler inglês redigiu a 'Declaração de Balfour', onde mostrava simpatia pela causa sionista. Vejamos a seqüência dos fatos, conforme escreveu
Hélio Schwartsman na Folha:
Para encurtar a história, veio a Segunda Guerra Mundial e, após a revelação dos horrores nazistas, a causa judaica ganhou simpatia mundial. Em 1947, a ONU aprova uma resolução dividindo a Palestina entre judeus e árabes. Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion proclama o Estado de Israel. Os árabes, que jamais haviam aceitado a Declaração Balfour nem a divisão de 1947, declaram guerra a Israel que, contrariando todas as expectativas e a superioridade numérica dos adversários, vence. Repete o feito em 67, a Guerra dos Seis Dias, na qual conquista a península do Sinai (que acabaria sendo devolvida ao Egito no âmbito do acordo de paz firmado entre ambos), Gaza, a Cisjordânia e as colinas de Golã.
No dia anterior ao da proclamação de independência de Israel, vários judeus haviam sido degolados na cidade de
Kfat Etzion por árabes que, além de estarem tentando evitar a criação de um Estado judeu, estavam se vingando de um massacre feito pelos judeus na cidade de
Deir Yassin, que por sua vez foi motivado pelo massacre de judeus pelos árabes que queriam conter a imigração de judeus para a Palestina, então controlada pela Inglaterra. Aliás, os árabes já haviam tentado tomar a Palestina para unificar a região sob um único domínio árabe. Eles lutaram em 1916 contra o Império Otomano que, aliás, era islâmico. Acho que eles queriam conquistar mais deserto para... para... humm... sei lá para que! Mas enfim. Aqui vale uma nota importante de se lembrar: o território foi dividido em 56% da área para os Judeus e 44% para os palestinos. Lembre-se disso.
Em 1959 um tal de Yasser Arafat (alguém sente falta dele?) participou da criação de um grupo chamado
'Al Fatah', cujo objetivo era destruir o Estado de Israel e criar um Palestino no lugar. Os atentados terroristas, então, se intensificaram e se tornaram algo sistematicamente planejado.
Em 1967, o Egito fecha o canal de Suez para navios israelenses e impede ainda a passagem de navios pelo Estreito de Tiran, que era o canal de comércio entre Israel e África/Ásia. Egito, Síria e Jordância assinam uma aliança tripartite. Bem, até num joguinho vagabundo de guerra de tabuleiro fica claro: as hostilidades e a aliança tinham como alvo destruir Israel. Numa guerra preventiva, contudo, chamada de
'Guerra dos Seis Dias' Israel aniquila (literalmente em 6 dias) as forças inimigas e, tomem nota, invade e ocupa MAIS 22% de território além do limite antes traçado pela ONU na ocasião da criação do Estado de Israel. Israel tomou a Cisjordânia, a parte Leste de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria.
E o Líbano? Onde ele entra nisto tudo? O Líbano sempre foi palco de guerras devido à sua posição geográfica. Em tempos recentes, cristãos e mulçumanos dividiam o Líbano. Os cristãos possuíam muitas instituições importantes, às quais os mulçumanos queriam. Em 1975, eclodiu uma guerra entre facções libanesas. No meio daquela baderna, um dos grupos que lutava, era a OLP (Organização para Libertação de Palestina) cuja intenção também é a de destruir Israel e tinha base instaladas ao sul do Líbano, na fronteira com Israel. É aqui que entra Israel na guerra para tentar (como está fazendo hoje contra o Hezbollah) atacar as bases da OLP e diminuir os atentados terroristas e conter o avanço palestino. Neste cenário conturbado, o presidente egípcio Anuar Sadat foi assassinado por ter assinado em 1978 o tratado de Camp David, que reconhecia o direito de existência do Estado de Israel.
Após compactuar com o massacre de civis palestinos por milícias cristãs, Israel se retira do Líbano, mantendo algumas tropas ao sul do país. A Síria entra em cena de vez, em 1990 e acaba com a guerra, mas mantendo soldados no país até o ano passado, quando estes se retiraram devido à acusações de assassinato de Rafik Hariri, um importante político libanês do período pós-guerra.
Após o fim da guerra, o Irã passou a alimentar o Hezbollah, visto que a expansão do radicalismo islâmico é boa para o Irã. O Irã é o país de um cara que nega o Holocausto, financia terroristas, quer produzir material nuclear para fins pacíficos (sic), um país que acha ruim mulheres irem ao estádio de futebol, onde o clero enriquece com o petróleo e o povo se afunda na miséria, um país que julga EUA e seus seguidores (e estamos incluídos aí) de 'O Grande Satã'. Enfim, nota-se que é um país pacifista.
O Hezbollah é aquele que andou explodindo algumas embaixadas mundo afora, que ficou insistentemente, junto com outras trocentas facções islâmicas, praticando sistematicamente terrorismo contra Israel. Eles querem destruir Israel, o único país democrático e com boa dose de liberdade para seus habitantes (o que é inadmissível nos regimes teocráticos islâmicos) para formar uma grande nação islâmica onde todos seriam 'felizes'(?)... vejamos abaixo como é esta felicidade:
Irã: Governo Executa Adolescentes Gays
TV mostra como Irã enforcou menina de 16 anos
Tribunal do Irã condena jornalista à morte por declaração contra os poderes religiosos
Sob o véu, iranianas ousam na maquiagem
Campanha pede libertação de blogueiros iranianos
Nota-se que são todos MUITO felizes nos regimes fundamentalistas. O que eu penso disto tudo?
Bom, acho que seria justo Israel devolver o território tomado. Na verdade, já devolveu uma parte, senão tudo, (
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u87674.shtml). E deve SIM se defender de terroristas. As baixas no Líbano (e não são poucas) são lamentáveis mas frutos de uma guerra INFINITAMENTE menor do que a que ocorre AQUI no nosso país! (
http://www2.prefeitura.sp.gov.br/cidadania/cmdh/artigos/0009/cidadania/cmdh/artigos/0028). Lá morreram em 1 MÊS, o que aqui leva 10 DIAS para acontecer! Por isso, NÃO ajudo pacifistas hipócritas e acéfalos, com discursos morais e éticos inflamados a favor das vítimas na guerra do Iraque, Líbano, ou o que for. Sou contra, aliás, o discurso de pacifistas que nunca viram sua aldeia ser bombardeada insistentemente por décadas por foguetes Katyusha. Sou a favor da guerra de Israel, não tenho pena de fundamentalista morto, também sofro pelos civis atingidos, tanto quando sinto pelos NOSSOS civis e outros tantos mundo afora.
Sou CONTRA a postura hipócrita do Irã (mas o Ocidente já teve seus SÉCULOS de Irã, durante a Inquisição CATÓLICA), contra qualquer um que mate em nome de um deus ou de uma religião. Sou contra o apoio de Hugo Chavez ao Irã e sua rebeldia insana.
Não quero um mundo plenamente judaico nem plenamente islâmico ou cristão. Quero um mundo pacífico. Mas enquanto existirem extremistas de qualquer seita, povo ou religião, nunca chegaremos lá. Ih! Tentei ser breve! Acho que não consegui!
Posso estar errado. Mais do que nunca, seria interessante alguém comentar o blogui ou enviar um e-mail diretamente para mim:
eduardo_lancaster@yahoo.com.br.
Dudys -
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