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Quinta-feira, Abril 19, 2007

Por que psicologia?


Um questionamento da minha irmã sobre o que eu gostava em psicologia me fez parar, mais uma vez, para tentar me entender e saber de onde vem o meu fascínio sobre a matéria. Demorei um pouco para me encontrar, no meio de MUITOS pensamentos, muitas memórias. Até que eu lembrei o porquê de eu ter comprado um livro do Dalai Lama: A Arte da Felicidade. Eu não comprei porque estava triste ou infeliz, mas eu comprei porque eu queria saber como o Dalai Lama era feliz.

Talvez alguns até me achem repetitivos, mas uma pergunta que eu faço com freqüência para as pessoas é se elas são felizes. É mais do que apenas curiosidade: há uma certa preocupação nisso. Eu me sinto feliz e quero que as pessoas também possam se sentir bem como eu.

A pouco tempo atrás, enviei para muitas pessoas um artigo de uma escritora (e certamente viciada no trabalho) onde ela falava sobre a correria do dia-a-dia e li algo do qual não pude discordar: as pessoas vivem numa correria incessante, frenética, sem tempo para nada porque é dentro deste ciclo estressante e ininterrupto que elas encontram algum significado para suas vidas. Elas sequer param para pensar se estão bem, se estão gostando de como está a vida, etc. A agenda lotada de compromissos as afastam de um divã confortável. E posso, seguramente, compará-las aos insetos, que trabalham incessantemente num microcosmo onde provavelmente sequer exista o conceito felicidade.

Reparemos uma formiga trabalhando. Você verá que ela não pára (e nem dorme). A minha pergunta: a formiga é feliz? Oras, porque ela fica trabalhando assim, incessantemente? Para que ela vive? Só para trabalhar? Nenhuma destas questões precisam de uma resposta, no momento, visto que as uso para comparar aos humanos. Olhe um trabalhador ordinário. Ele acorda, trabalha, dorme. Fim de semana faz alguma coisinha para passar o tempo para então retornar ao ciclo que, muitas vezes, ele não gosta, mas não vive sem. Essa pessoa é feliz?

É interessante ver a falta de sentido e significado da vida. Talvez ela seja mecânica, fria e insensível como os evolucionistas propõem: estamos aqui porque nosso DNA quer se perpetuar. Talvez ela seja um passo rumo a algo transcendental, como defendem os religiosos e místicos. Esta última idéia é extremamente sedutora e a nossa carência por um 'além-vida' fica evidente na proporção de religiosos e ateus. Mas isso ainda não explica o comportamento de inseto que muitos tem. Afinal, mesmo que haja um além vida, se você não sabe viver ESTA vida, o que te faz achar que você viveria melhor uma além-vida? Para preencher este vácuo que é a vida, as pessoas se agarram ao que podem: amores, drogas, riqueza, poder. Mas muitas jamais estarão satisfeitas porque, TALVEZ, isso tenha que ser preenchido de dentro para fora, ou porque não seja possível saciar esta sede, apenas ignorá-la. Enfim, é cedo para eu ter respostas, se é que há alguma.

No demais, eu tenho uma vida boa e me incomoda saber que muitos não conseguem tê-la, mesmo sabendo que elas têm tudo o que é necessário para conseguir. Meu intuito é de investigar a felicidade e tentar ajudar as pessoas a sentir um pouco dela.

A propósito, já te perguntei se você se considera uma pessoa feliz?


Dudys -
9:54:07 PM


Sábado, Março 17, 2007

A favor do BBB7 na televisão

Pela foto, nota-se que trata-se de um programa educativo mesmo...

Não que eu goste de ser do contra, mas eu já estou cansado de ouvir a mesma ladainha, receber os mesmos emails, ouvir os mesmos comentários de gente que adora criticar o Big Brother Brasil (BBB). É patético ver um monte de gente ostentando a bandeira de serem bons cidadãos ao criticarem o BBB, mas pior ainda é ver alguns enchendo o peito de orgulho, na fantasia de acreditarem serem pessoas cultas ou inteligentes ao tripudiar sobre o programa. Estas pessoas cultas não irão mudar sua opinião lendo este post, pois há uma camada de orgulho tão grande em torno de suas idéias que elas são incapazes de vislumbrar o óbvio.

Em primeiro lugar, vamos deixar claro: o BBB é um programa de televisão com o objetivo de entreter. Portanto, podemos colocá-lo no mesmo nível dos desenhos animados, das novelas, do show da Xuxa. Isso deveria ser o bastante para que as pessoas 'cultas e cidadãos exemplares' cessassem seus ataques insanos e infundados contra o programa. Prossigamos, então. Quanto uma pessoa paga para se divertir? Provavelmente, mais do que 50 centavos. Mesmo que ela vá para o boteco beber, ela vai gastar mais do que 50 centavos até para comprar um chiclete. Alugar uma fita? Ir ao cinema? Sair com a namorada(o)? Comprar o jornal? Um gibi? Se deslocar até a casa de um amigo(a)? Ligar para alguém? Mexer no computador? Com certeza, mais do que 50 centavos para fazer qualquer coisa destas. Além do tempo PERDIDO! Agora, eu vos pergunto: 'Ó! Por que não usou esta preciosa quantia para ajudar os mais pobres? Por que desperdiça seu tempo se divertindo enquanto há tanto sofrimento a ser amenizado por aí?'.

Vai parecer uma pergunta incômoda. Você me diria: 'Oras, e eu? Quando é que eu vivo minha vida, neste meio tempo?'. Pois é. A pergunta é totalmente descabida mesmo. Embora eu ajude e apoie qualquer iniciativa de ajuda humanitária, temos que viver. Temos que nos divertir. E aí vêm os 'exemplares cidadãos' apontarem na cara de cada um que vota no BBB, gritando aos berros (ou com letras garrafais, quando trata-se de uma apresentação de Power Point): 'Vocês não tem vergonha de votarem neste programa? Ficam gastando dinheiro à toa!'. Bom, primeiramente: cada um gasta no que quer e no que pode. Eu não dou 1 centavo para pagar bebida, assim como tem gente que não daria 1 centavo para jogar numa Lan house. Quem é melhor que quem? Ninguém, eu diria. São apenas gostos diferentes. Agora, eu venho perguntar: desta enorme massa de 'cidadãos exemplares', que adoram apontar o dedo na cara dos outros, quem doa 50 centavos, que seja, para alguma instituição de caridade? Quem participa em trabalhos voluntários? Tsc, tsc, tsc... que vergonha... onde foram parar aqueles 99% de cidadãos exemplares? Se foram...

Mas há ainda 1% de cultos que dirão: 'Este programa não leva a nada'. Para estes oceanos de sabedoria e conhecimento, eu vou repetir o que disse no começo: BBB é um programa de televisão com o objetivo de entreter. Ou alguém viu a propaganda dizendo: 'Assista BBB e vamos ajudar você a entender as raízes históricas e sociais do conflito no Oriente-Médio'? Eu não vi nenhuma chamada assim. Assim como eu não vou ao cinema para ficar culto, nem para a balada, nem quando eu jogo algum jogo. Agora, eu venho perguntar aos eminentes supra-sumo sábios: Vocês não fazem sexo, né? Tampouco conversam com amigos, certo? Nem participam de festas, correto? Muito menos (nem pensar!) vêem filmes de comédia! Afinal, todas estas coisas não levam a nada, certo? O que elas acrescentam ao vosso apuradíssimo e invejável saber?

Eu estou esperando ainda alguém um dia trazer uma crítica minimamente razoável sobre este programa. Até lá, a única conclusão lamentável a qual pude chegar, é que sou um péssimo exemplo de cidadão e 'muinto poco imteligenti'.


Dudys -
1:19:27 PM


Sexta-feira, Março 02, 2007

Meu gosto em relação à mulhegada!

Cada um tem seu gosto. Falando sobre mulheres, eu tenho a preferência por mulheres mais cheinhas. É claro que esse termo, mal compreendido, rende muita piadas. Qualquer coisa gorda que passa na rua, algum amigo me cutuca e aponta: 'Olha lá Edu! Ta pra você aquela ali, hein?'.

Visando desfazer quaisquer mal-entendidos, achei por bem expor aqui a definição correta, e uma foto explicativa, de cada classificação de mulher, na minha concepção.

Magrela: deste tipo, eu não gosto. Simplesmente. São pele e osso (basicamente, como eu estou no momento. Mas eu pretendo ganhar uns quilos rapidinho...). Não tem graça um corpo fino e seco. Alguns amigos meus curtem. São eles que dão álibi para que as anoréxicas e bulímicas continuem com suas paranóias. Seguem abaixo os típicos exemplos de magricelas



Magra: este tipo é do agrado de uns 95% dos homens. Eu também me incluo nesta massa, mas não é ainda o meu ideal. Basicamente, é aquela mulher magra. Não tem nenhuma gordurinha ou carne sobrando, mas se você der uma apertadinha, vai ver que ela já é um pouco, bem pouco, fofinha. Não tem nem barriguinha e nem pernas protuberantes. Só mesmo as que malham conseguem ser magras e terem um corpo torneado. Seguem abaixo ótimos exemplos de magrinhas!



Cheinha: AGORA SIM! Chegamos onde eu queria! Aqui tem as mulheres que mais me agradam! São aquelas com aquela barriguinha saliente (nada exagerado, claro), mas ainda mantendo a cintura levemente afunilada, sem pneuzinhos. Aquela coxa grossa, aquele bracinho cheinho, aquele rostinho rechonchudo. São fofinhas! Aqui você tem onde pegar, amassar, massagear. Seguem abaixo uns exemplos de cheinhas que eu consegui (embora eu já tenha visto exemplos MUITO melhores na rua)



Gordilícia: bom... sabe a cheinha que anda se descuidando um tanto que demais? Pois é. É uma candidata a gordilícia. É aquela que tem uma barriguinha mais saliente que uma cheinha, já aparece um pouco os pneuzinhos e aqui, provavelmente, a cintura já não será mais afunilada. Aqui o corpo 'violão' não existe. Ainda assim, nos meus parâmetros, sendo bonitinha e peituda, me agrada. Ou sendo linda com um peito razoável também serve (heheh!). Passou deste estágio aqui, que é quando o rosto, pescoço, braço, dedos e até a canela começam a ficar muito recheados de carne e gordura, para mim já não serve mais não. Os exemplos abaixo foram o mais próximo que eu consegui daquilo que eu tenho como uma 'gordilícia'



Enquanto buscava fotos para ilustrar tudo isso aqui, passeei bastante no Orkut e pude notar algumas coisas interessantes! Vamos lá:

1 - toda mulher bonita é casada, mesmo que ela tenha apenas 17 ou 18 anos.
2 - toda mulher casada tá com um cara feio. Muito feio.
3 - há mulheres gordas, velhas e solteiras (as três coisas juntas) em busca de um amor!
4 - toda mulher odeia falsidade.
5 - mulheres dificilmente tiram foto de corpo inteiro, exceto aquelas que se encaixam nos itens 1 e 2 desta lista
6 - mulheres solteiras em busca de alguém, possuem profiles com o campo 'quem sou eu' quilométricos
7 - mulheres gordas quase nunca tiram fotos do corpo: só mostram o rosto. Mas a papa embaixo do pescoço e a cara inchada denunciam os muitos quilos a mais para um bom observador
8 - mulheres feias colocam uma foto LINDA como sendo a principal. Na hora que você entra no álbum, todas as fotos estarão borradas, ou terão sido tiradas de bem longe ou não mostrarão o rosto inteiro da mulher
9 - mulheres muito feias sequer colocam alguma foto: colocam bichinhos, a turma, atrizes, etc
10 - é incrível como as mulheres que 'DIZEM TER' 21, 22 ou 23 anos possuem rugas
11 - o álbum de foto de muitas mulheres mostra cenas alegres, sorridentes. Nas descrições consta: 'Sou feliz, estou feliz, viva a vida, etc'. Se ela não estiver namorando, leia o perfil dela ou passeie pelas comunidades dela. Verá que ela é justamente o oposto
12 - nada contra quem cultiva o corpo. Mas é BREGA ver que tem cara que coloca a foto da 'barriga tanquinho'. Mas há algo pior: tem gordo que faz isso!


Dudys -
12:20:40 AM


Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

Qual o melhor estilo de música?


Estamos no carnaval. Isto é ótimo! De repente me disseram no serviço que eu teria 4 dias de folga. Infelizmente, acabei não indo viajar. Mas isso não foi lá muito decepcionante, porque há muito o que ser feito aqui em casa. Aproveitei para ver um monte de filme que eu tinha aqui no meu computador. Entre eles, estava lá um show do RBD, uma banda mexicana que também tem uma novela no SBT. Claro que eu deixei o som bem alto mas, por um instante eu pensei em baixar pensando: 'Puxa, quem passar na rua vai pensar o que? Que eu ouço RBD?'.

Esse pensamento pode parecer ridículo... porque é. Mas muitos pensam assim e estarei em terreno seguro se disser que você já foi ou é assim. Mas o pior não é quem se sente inconfortável para ouvir o que quer: o pior é aquele que caçoa, ameaça e até mesmo sai na porrada com pessoas com um gosto diferente. Vamos supor aqui: um metaleiro (ou headbanger, ou rockeiro, como queiram). Ele encontra um clubber na rua. Ele vai, encara o clubber e, como eles não se gostam, quebra o clubber. De repente, já caído o clubber pergunta: 'E aí? E agora?'. Por um instante o cara de preto pára, pensa e fica ali olhando o que fez. Na sua mente, há um grande vácuo.

É interessante observar que a psicologia já pesquisou que é do ser humano imitar os outros. Isso chama-se 'espelhamento'. Alguns defendem a teoria de que grandes nações são unidas e tem forte sentimento de nacionalismo devido ao fato de que os cidadãos daquele povo conseguem espelhar facilmente uns aos outros. Você já espelhou ou foi espelhado por alguém. Isso fica evidente quando seu jeito de falar, de rir ou até seus trejeitos lembram o de alguém. A questão é que, se o espelhamento propicia a união, a diferença pode explicar um pouco deste ódio irracional que fez o metaleiro quebrar a cara do clubber.

De qualquer forma, o resultado é um só: embora gosto seja perfeitamente discutível, muitas das discussões sobre qual som é melhor ou pior se resumem a falar que 'Este som é pra viado', 'Aquele som é pra idiota', 'Aquilo não é música', ou simplesmente: 'O que a gente ouve é que é música bem feita.'. Segundo o dicionário, música é uma combinação harmoniosa e expressiva de sons. Aqui eu já posso desqualificar, por exemplo, o Jota Quest, que em todas as apresentações ao vivo que eu vi desafinava que era uma beleza. Mas façamos jus a Ivete Sangalo, que tem uma voz potente, afinada e constante, mesmo depois de horas pulando em cima de um trio elétrico.

Aí você dirá: 'Credo! Mas você vai defender bem o axé?! Aquelas músicas têm umas letras muito podres!'. Bom, começa pelo fato de que essas músicas são feitas para dançar. E quanto a letras de música, aqueles que foram considerados os maiores mestres da música compunham concertos que SEQUER TINHAM LETRA!

E cá vou eu defender o carnaval! Sim, claro! O que você tem contra o carnaval? Nada? Ok. Mas e aqueles que dizem que é 'tudo igual', que 'é um saco'? Dê um disco para o metaleiro e pergunte se ele sabe quando acaba uma música trance e quando começa a outra. Pergunte ao clubber se ele sabe quando acaba uma música de metal trash e quando começa a outra. Uai! Se a SUA MÚSICA é perfeitinha, por que os outros não a entendem? Por que eles não gostam? Eles são imperfeitos? E o que acontece se um dia você se pega batendo o pezinho, acompanhando um pagode que estiver rolando no rádio do vizinho? Bom, se você for como eu (sem falsa modéstia, ok? Meu blogui, dá licença), provavelmente você irá procurar a música, baixar e ouvir. Oras! Se isso te contagia, por que não? Há milhões de maneiras de se aproveitar a vida: restringi-la só a tornará mais tediosa e repetitiva. Enfim, e se você não for como eu? For o oposto? Provavelmente, irá guardar essa vontade dentro de você e deixará uma parte de você morrer, porque você não a alimentou. E sentirá aquela angústia de estar aprisionando dentro daquele personagem que você criou para poder mostrar para a sociedade. E talvez ainda saia criticando os pagodeiros, que estarão criticando você, que estarão sendo criticados pelos 'velhos sambistas' que dirão que hoje em dia já não sabem mais fazer pagode e por aí vai. Um monte de gente se preocupando com aquilo que o outro ouve, como se isso fosse distorcer ou melhorar a música que você está ouvindo. Pior: como se não tivéssemos coisas verdadeiramente importantes para nos preocupar e lutar.


Dudys -
2:32:00 AM




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Muito triste Preocupado Me faz pensar Confuso Irritado Me deixa PUTO! Tô fiiz!
Nome: Eduardo Soares
Idade: 22 anos
Profissão: Programador .NET
Eu gosto... Filosofia, política, música, mulheres! Cinema, meus amigos, RPG, risadas, calor humano! Mas é bom ter às vezes um momento só meu.
Música: Eclético! Mas em geral, Rock, Metal, New Age e alguns outros...
Como eu sou? Um pouco quieto, tranquilo. Observador e ouvinte. Algumas pessoas me acham misterioso, mas sou o mais sincero possível: é só saber perguntar.